(Vídeo) O segundo passo: A Percepção

A base do ato de educar-se financeiramente passa por uma capacidade profunda de analisar nossos comportamentos. Esse é o fundamento básico do que atualmente é tratado nas Finanças Comportamentais.

Semana passada falamos como é importante aprender a ponderar para então poder aproveitar melhor as percepções. É sobre isso que vamos falar hoje:

Como podemos evoluir nossa perspectiva de percepção na Educação Financeira?

O segundo passo, o segundo “P” do método, que vem logo após o que já entendemos pelo ato de ponderar nas Finanças Comportamentais, agora é a vez de aprender a aproveitar ao máxima a nossa percepção das situações que podem fazer com que a gente caia em armadilhas financeiras.

Perceber: verificar, apreender, constatar, captar com a inteligência, compreender, notar, conhecer por intuição ou perspicácia.

Muitos dirão: se ponderar é difícil, imagina então como será evoluir a percepção. Difícil é você querer aprender isso de maneira artificial e forçosa. A percepção ocorre de maneira natural. O problema é que a natureza da percepção ultrapassa os limites da nossa racionalidade e algumas pessoas têm extrema dificuldade de perceber algo fora da realidade que estão vivendo.

Vamos usar o exemplo daquela história do “filhocentrismo” onde a gente pondera se vale a pena executar uma ação sacrificando uma série de coisas que poderiam ser melhor capitalizadas em bem-estar de toda família, mas que colocamos a disposição unicamente dos filhos, pensando no bem-estar futuro deles.

Então começamos a ponderar porque é que está cada vez mais difícil ter sucesso numa carreira respeitada. Podemos até avaliar que na nossa época as coisas podiam estar mais fáceis ou mais difíceis e que agora a situação é bem diferente.

Portanto, para justificar porque estou pagando o melhor curso de inglês, e estou pagando a melhor escola particular eu construo uma percepção de que estou fazendo um investimento no futuros dos filhos e que isso é o mínimo que se pode fazer já que agora não me faltam condições para isso. Tudo ótimo até aí. É assim mesmo. A percepção é, de fato, o resultado da ponderação. Agora precisamos ter muito cuidado com as percepções muito rasas e pouco interconectadas com outras realidades.

Quanto mais interconectada com diferentes realidades, melhor a percepção. Seguindo essa percepção do investimento, que não está de forma alguma equivocada, se nos mantivermos sem outras conexões e prevalecermos no mesmo entendimento, poderemos cair em problemas.

Então seu filho estuda numa escola que você se sacrifica para isso. Mas você nota que ele está incomodado e infeliz. Fala muito do que os outros têm, pra onde seus colegas viajam, está antenado aos modismos, como se vestem, deseja participar mais, deseja ser mais popular, enfim imperceptivelmente descarrega as frustrações dele e aquilo, cada dia mais vai se tornando causa de suas tristezas. Como a realidade de vocês é outra, você teme por ele. Teme que aquilo o machuque e que aqui possa piorar com o passar do tempo. Então, você faz mais concessões. E faz mais sacrifícios para que seu filho ou filha sinta-se pertencido ao grupo que está. Sem ponderar, você simplesmente segue investindo e justificando seu sacrifício como um bem. O fato de não saber como lidar com certas dificuldades, pelas quais você possa até ter passado na juventude, vai fazer com que você não queira que aquilo se repita na vida dele. Essa é uma ponderação rasa e desconectada.

Mas que tipo de percepção construir nesse caso? Então o correto seria ponderar junto com ele sobre quais os princípios seu filho precisaria compreender para que ele não sofresse com essas diferenças? Não seria amargo demais impor essa realidade pra ele? De fato, são percepções amargas e tristes para uma consciência em formação. Mas não tenha dúvida que é a melhor forma de agir. Ele precisa das marcas? Ele precisa do SmartPhone mais caro para aparecer? Você pode estar criando uma realidade que não é a dele, e isso pode ser muito pior para o futuro dele. Essa é uma percepção interconectada com outras realidades.

Então vamos compreender qual a melhor forma de construir boas percepções. Primeiramente é preciso dialogar.

 

1 – Dialogue.

2 – Relativize.

3 – Inspire-se.

4 – Aprenda a visualizar o tempo.

5 – Diferencie Aparência de Essência.

6 – Conheça suas crenças limitantes e os condicionamentos da sua mente.

Assista:

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